Pessoas precisam de comunicação, não de propaganda

Professor da ESPM fala sobre a mudança na forma de se comunicar com o consumidor em um novo ambiente mercadológico

No  final do século XIX,  as pessoas precisavam comprar máquina de costura, um utensílio muito necessário nas vidas de nossas “avós”. Esses produtos não necessitavam de propaganda para serem vendidos, pois atendiam necessidades básicas das famílias  e o que era produzido era vendido. Nessa mesma época surgiu um elixir  “cura tudo” chamado Coca-Cola, em Atlanta, Estados Unidos. Os gestores logo perceberam que vendiam algo a mais  do que um simples produto. Vendiam uma imagem. As pessoas pediram para que eles parassem de posicionar  a marca como um remédio, pois queriam consumir a bebida mesmo não estando doentes. Queriam que esse produto fizesse parte do  seu dia a dia.

Surgiu então a ideia do “delicioso e refrescante”. Para comunicar esse estilo de vida, dirigido aos jovens modernos, a empresa começou a direcionar 25% de seus lucros para a divulgação da sua marca. Nascia, assim, a comunicação como conhecemos no século XX, com grandes campanhas na TV, no rádio e em revistas – a mídia de massa em que as empresas divulgam a mensagem  para os consumidores em sentido único, sem ser uma via de duas mãos.

Mas, no século XXI, o ambiente mercadológico mudou e as empresas precisam se atualizar. Temos uma maior complexidade das relações comerciais; abundância de ofertas e concorrentes; mídias cada vez mais fragmentadas e, principalmente, um novo olhar dos consumidores sobre as marcas. As pessoas estão procurando  por marcas que compartilhem os mesmos valores. Escolhemos os produtos que vamos usar, como se estivéssemos escolhendo os amigos com quem gostamos de dividir  nossos melhores momentos. E nós gostamos de conversar com nossos amigos, expor nossos pontos de vista e sermos ouvidos.

A tradicional mídia de massa passa a ser chamada de propaganda de interrupção:  interrompe nossos programas de TV, nossas músicas no rádio, nossos artigos nas revistas etc. Podemos afirmar que essa propaganda tradicional está jurada de morte, pois as pessoas  não gostam e não aceitam conversas de mão única e a própria indústria publicitária que não se atualizou, repete fórmulas do passado, que levam ao descrédito dessas ferramentas.

As principais consequências desse movimento é que a mídia tradicional, que trabalha na mão única, perde espaço para a web, onde a comunicação é mais parecida com uma boa conversa ente amigos, do que um discurso de vendas. As pessoas estão ouvindo mais seus amigos, retornando a uma cultura de boca a boca que existia antes da comunicação de massa. O melhor vendedor de um produto/marca é o nosso amigo ou pessoas em quem confiamos. O consumidor passa a ser o veículo de mídia e não apenas um observador dela.

A reação da indústria é ser mais “intrusa”,  o primeiro passo para desacreditar ainda mais a propaganda. Fruto desta intromissão é o crescimento do Product Placement (o merchandising no Brasil): editoriais, conteúdo dos programas de TV, filmes, eventos. E quando se une o conteúdo com a propaganda gera-se mais um passo para desacreditar na propaganda. Reação do consumidor: maior afastamento em função da interferência comercial no conteúdo do seu entretenimento. Mais interrupção, mas apenas disfarçada.

Os profissionais de marketing criados nos antigos modelos se sentem inseguros para trabalhar as novas mídias: redes sociais, blogs e microblogs, marketing viral (o boca a boca turbinado por esteróides que é a internet).

Não é necessário ter medo, pois independente de se utilizar a mídia tradicional ou as novas mídias, as marcas precisam manter um foco fundamental: estabelecer relações verdadeiras com os consumidores. Não existe mais espaço para as falsas promessas feitas para vender  o produto a qualquer custo.

Muitas empresas cometem erros ao subestimar a inteligência dos consumidores, evitando o diálogo que eles tanto querem. Este é um caminho sem volta para as empresas que querem construir marcas fortes através da comunicação. Afinal, as pessoas precisam de comunicação, não de propaganda.

Fonte: HSM Online | Por Júlio Moreira (Professor de Branding e Gestão de Produtos e Marcas, nos cursos de Pós-Graduação da ESPM, Sócio Diretor da Top Brands Consultoria e Gestão de Marcas)

 

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Entrevista com o filósofo Pierre Lévy

A entrevista não é muito recente, mas é válida pelo conteúdo abordado pelo filósofo.

Estudioso da cibercultura propõe utilização de linguagem universal na rede.
Projeto faz parte de desenvolvimento da chamada ‘web semântica’.

 - Você está trabalhando com uma equipe em um projeto novo, o IEML. Qual o problema que o IEML quer resolver?

Pierre Lévy - Digamos que, no curto prazo, há um problema relativamente pequeno, chamado de problema da operabilidade semântica. E também há um objetivo de longo prazo, pra mim, que é resolver o problema da auto-referência e da reflexibilidade da inteligência coletiva. 

Então, o primeiro problema é a operabilidade semântica. Obviamente, hoje em dia, todos os documentos e todas as mensagens estão ligadas entre si pela internet, no ciberespaço. Então há uma interconectividade física por conta da internet. Mas ainda há uma divisão semântica, uma fragmentação entre esses documentos. 

Essa fragmentação da informação existe, em primeiro lugar, por conta da existência natural de várias línguas. Se alguém escreve um blog em chinês, eu não consigo ler, você não consegue ler e os programas de tradução automática, como do Google, não são muito bons. Portanto, não há comunicação.

Outro aspecto é que temos sistemas diferentes de classificação das informações. Os computadores podem usar um sistema de classificação, e se meu conteúdo é organizado por um sistema diferente, as coisas começam a ficar complicadas. E existem centenas de sistemas diferentes.

Por exemplo, nas bibliotecas, você pode organizar os livros por disciplinas, por ano de publicação, por área geográfica de interesse, e por aí vai. Em outra biblioteca, a divisão será diferente, e aí é uma bagunça.

Os cientistas da computação criaram algo que é bastante poderoso, usado pela famosa “internet semântica”, que é chamado de “ontologia”. A “ontologia” é uma rede de conceitos na qual as relações entre um conceito e qualquer outro da própria “ontologia” é bem definido. Portanto, os computadores são capazes de raciocinar automaticamente sobre os conceitos da ontologia.

Por exemplo, você está lendo um documento e identifica que ele trata sobre os conceitos “x”, “y” e “z”. Se você expressar essas idéias em uma ontologia, o computador é capaz de identificar que este documento está ligado a outros, e te ajudará a filtrar, navegar e expandir seu acesso a conhecimentos correlatos. É algo muito benéfico e poderoso. 

 O problema é que há muitos sistemas diferentes de ontologias. Todo esse raciocínio automatizado, o uso de filtros e conexões, geralmente é restrito a uma área do conhecimento. E, às vezes, você esbarra em uma situação na qual em um mesmo domínio de informações há várias ontologias diferentes. Diferentes especialistas podem dividir as informações de formas nem sempre compatíveis. E, esse é essencialmente o problema de operabilidade semântica.

A linguagem que estou propondo pode ser traduzida para diferentes línguas naturais, e pode expressar classificações e ontologias de todas as áreas. Além disso, ela é criada originalmente de uma maneira na qual os computadores podem fazer várias operações utilizando esses termos. E não apenas operações lógicas, como raciocínio automatizado, mas também variações, rotações, conexões diferentes, como se uma expressão fosse um número. Desta forma, é possível fazer transformações geométricas com as informações em um espaço semântico. Essa é a idéia básica.

As linguagens naturais são muito irregulares, e têm um léxico muito ambíguo. Há sinônimos, homônimos, etc. A linguagem que proponho é completamente artificial, segue regras bastante estritas, de modo que permita a manipulação automática das informações.

O que eu espero é que, utilizando essa linguagem, sejamos capazes de fazer traduções automáticas com muita facilidade. Ela funcionará como uma “chave” entre duas línguas naturais, e vai facilitar a navegação e a filtragem de informação, buscas e diversas operações que poderiam ser feitas automaticamente. No final, ela vai aumentar a colaboração entre estudantes e pesquisadores de disciplinas, culturas e línguas diferentes.

Mas, como falei no começo, há um segundo objetivo, que é o de ajudar no registro da inteligência coletiva no ciberespaço. Para colocar de uma forma mais simples, o objetivo é ajudar as pessoas a terem acesso a uma representação do que está acontecendo na internet, do que está se falando, quais são os problemas que as pessoas estão tentando resolver naquele momento, etc. 

Foto: Wikipedia/Creative Commons Foto: Wikipedia/Creative Commons

Mapa da internet é impreciso, diz Lévy. (Foto: Wikipedia/Creative Commons)

Hoje em dia, não é possível obtermos uma boa representação da inteligência coletiva da internet. Por exemplo, há uma imagem bastante famosa que tenta representar a internet por meio de diversos pontos ligados por traços coloridos brilhantes (veja ilustração ao lado). As pessoas olham e pensam: “ah, a internet é como um cérebro”. Mas, na verdade, essa imagem representa apenas os nós físicos da estrutura da rede, e como é o fluxo quantitativo de informação entre esses nós.

Mas, pra mim, a representação real da inteligência coletiva não pode ser feita dessa forma, e sim por um mapa qualitativo, que mostre o fluxo de conceitos, ideias, assuntos e tópicos pela rede, e que tipo de relação semântica as pessoas estão criando – por meio de seu comportamento coletivo na internet.

Para essa representação, podemos até repetir a imagem do cérebro e suas conexões, mas em vez de neurônios, temos ideias. No lugar da corrente elétrica entre os neurônios, teremos as relações semânticas de significado entre as ideias. Essas relações são criadas pelas ações dos indivíduos.

É muito fácil criarmos uma representação do que está acontecendo no espaço real, físico, mas no espaço semântico, não sabemos. Não temos um sistema coordenado. Não há uma ferramenta universal para medir, mapear e representar isso. Portanto, o objetivo mais importante dessa linguagem é ser uma espécie de sistema universal coordenado do espaço semântico. 

– Isso iria casar bem com o conceito de web em tempo real, que tem como principal representante no momento o Twitter. Você poderia medir como estão se propagando as ideias, mas universalmente. Esse é  o plano?

Lévy - Exato. Atualmente você não pode fazer isso, já que há comunicação em diversas línguas. É completamente fragmentado, você não tem uma ideia global da inteligência coletiva.

Aliás, há pesquisas científicas sobre um mesmo assunto que são feitas simultaneamente, mas em línguas diferentes. Essa linguagem não serviria apenas para unificar o conhecimento global, mas você poderia utilizá-la para pequenas equipes, grupos de pesquisa e pessoas interessadas em um assunto comum. Qualquer comunidade iria lucrar com isso. 

– E essa linguagem deve funcionar apenas com documentos estáticos ou pode ser aplicada em algo mais dinâmico, como o Twitter? 

Lévy - Não sei exatamente quando poderei fazer minha primeira demonstração da linguagem em funcionamento, pode ser em um ano ou em dois anos, mas o plano é fazê-la funcionar inicialmente no Twitter. Criar um filtro colaborativo de pessoas, documentos e sites citados por pessoas no Twitter. Ou seja, ela será bastante útil para o que chamamos de “fluxo de informações” ou “web em tempo real”.

Isso não quer dizer que ela deixará de ser útil para depósitos de informação de longo prazo. Se você parar pra pensar que quase todas as bibliotecas do mundo estão digitalizando seu conteúdo e vão colocá-lo na internet, e que cada uma dessas bibliotecas terá sistemas de organização diferentes, isso pra mim é um problema. 

– O senhor afirma que o que estamos vivendo hoje em dia é uma revolução maior do que a que se seguiu à invenção da prensa tipográfica, e que estamos passando por um salto na produção e divulgação de conhecimento. Do ponto de vista da inteligência coletiva, o que fazem sistemas de organização de conteúdo como o Google já não é suficiente para organizar nossas ideias?

Lévy – Na verdade, são coisas diferentes. Mas há uma semelhança importante: o que algoritmo de organização do Google faz, o famoso “Pagerank”, é levar em conta a inteligência coletiva. Ele decide que um conteúdo é mais importante se tiver mais links levando a esse conteúdo, principalmente vindos de páginas igualmente relevantes, com mais links que levam a essa referência. O Google leva em conta, portanto, a inteligência coletiva das pessoas que estão construindo a web.

Também estou tentando fazer isso. Mas de uma forma diferente. O algoritmo do Google é baseado principalmente em estatísticas. Portanto, é uma análise quantitativa. Eu não sou contra uma computação quantitativa, é claro, mas o que eu quero fazer é uma computação quantitativa em um espaço qualitativo. Esse é meu “twist”, por assim dizer.

Talvez eu esteja enganado, e isso nunca aconteça, mas eu creio que se a humanidade realmente quer viver uma fase de crescimento do conhecimento – e, como você apontou, a grande revolução nas ciências naturais na Europa ocorreu após a invenção da prensa. Não foi a única causa, é claro, mas foi a base.

E eu estou convencido de que haverá, na próxima geração, uma nova revolução científica, mas não nas ciências naturais, mas nas ciências humanas. Hoje em dia, todos os dados sobre o comportamento humano podem ser reunidos no ciberespaço, o único problema é que ainda não temos a capacidade de explorar essas informações. E se não tivermos um sistema coordenado no espaço semântico, o espaço dos significados, não seremos capazes de viver essa revolução.

Isso poderia ajudar na cooperação entre disciplinas diferentes das ciências humanas, como psicologia, sociologia, economia, linguística, comunicação, etc. Em todas essas disciplinas, que atualmente têm conceitos diferentes, e às vezes numa mesma disciplina, teorias diferentes, é muito difícil construir algo capaz de abranger o todo e compreender o que está acontecendo na sociedade. 

– O senhor usa o termo ciberespaço, que recentemente foi “aposentado” por parte da comunidade acadêmica, que alega que hoje em dia não há necessidade de diferenciar o que ocorre no mundo “real” e na internet. O senhor concorda com essa avaliação?

Lévy - Sinceramente, eu não tenho certeza que essa discussão seja relevante. Por exemplo: hoje em dia ainda usamos escrita em papel. Há alguma relevância em saber que um texto está escrito em papel ou digitalmente? Pra mim, o virtual fez parte do real desde o início, e quando nos comunicamos pela troca de e-mails, por exemplo, não há uma diferença relevante em relação ao tempo em que trocavamos cartas. Continuamos escrevendo, enviando e lendo textos. É sempre parte de nossa experiência. E a manipulação dos símbolos é uma parte importante da experiência humana. 

– Como a indexação da inteligência coletiva pode mudar a maneira que lidamos com o conhecimento?

Lévy - Precisamos de uma grande revolução epistemológica. Os dados estão lá, mas em uma quantidade absurda. Portanto, não temos como explorá-los manualmente, lendo tudo, por exemplo. Precisamos, portanto, automatizar a exploração desses dados. Mas se, por exemplo, os dados estão escritos em 300 línguas diferentes, e estão indexadas em 250 metodologias diferentes, essa automatização não vai funcionar.

Portanto, o que precisamos é de uma metalinguagem, que possa ser completamente manipulável por sistemas automáticos e, ao mesmo tempo, possa ser usada para expressar qualquer tipo de ideia, ponto de vista ou teoria. Se ela limitar a expressão de uma teoria, ou de uma interpretação, não serve. Pelo contrário: ela deve ajudar a aumentar a diversidade de pontos de vista. Talvez não seja a língua que eu criei que será a base dessa revolução científica, mas haverá algo nesses moldes. E eu acredito que devemos iniciar em breve as primeiras tentativas.

A dificuldade dessa tarefa é que é necessário ter um conhecimento muito amplo em ciências humanas, estar ciente da complexidade das culturas, dos significados, e ao mesmo tempo ser capaz de lidar com computação. É preciso ter essas duas habilidades para realizar isso. E, geralmente, os engenheiros são muito bons em matemática e em lógica, e às vezes em física. Mas em termos de semântica, não. Eles confundem lógica e semântica, que são coisas bastante diferentes. A lógica é sobre a verdade de uma proposição particular, e a fusão de verdades que são derivadas de uma verdade original. É uma discussão sobre “verdadeiro” ou “falso”. A semântica é muito mais complexa do que isso, do que “verdadeiro” ou “falso”. 

– Que tipo de profissional será capaz de ajudar a criar essa língua? Quem serão as pessoas que vão trabalhar como “bibliotecários” do futuro?

Lévy – No momento, eu chamo essa pessoa de “engenheiro semântico”. Há um lado de engenharia e um lado de ciências humanas. É algo que vai requerer um treinamento especial, provavelmente, mas como todas as profissões. Eu reconheço que, no momento, esses profissionais não existem. Algumas pessoas estão se autodenominando “arquitetos da informação” ou “engenheiros de conhecimento”. Então já surgem, de forma dispersa, os primeiros núcleos de profissionais dessa área, o que significa que não vamos partir do zero. Mas, claramente, mesmo esses profissionais de agora precisarão evoluir. Mesmo porque estou falando do futuro, de coisas que não existem ainda agora. 

– No futuro, portanto, haverá uma demanda por esse tipo de profissional. Que tipo de formação deve procurar um jovem que tem interesse em trabalhar nesta área?

Lévy - Um velho filósofo não deve dizer a uma criança o que ela deve fazer…No momento, eu é que estou tentando entender o que elas estão fazendo. Mas eu diria que habilidade técnica não é o suficiente, e o conhecimento sobre as relações humanas é importante. Quando você é jovem, você pode se concentrar em entender as questões técnicas, mas quando você envelhece percebe que as questões humanas são muito mais complexas do que você imaginava antes. 

– E o presente da internet? Quais são suas ferramentas prediletas no momento?

Lévy – No momento, eu tenho me interessado bastante pelo Twitter, porque é tecnicamente muito simples, mas social e intelectualmente muito complexo. Você tem que escolher quem você segue, precisa descobrir como ler tudo o que essas pessoas escrevem… No momento eu sigo apenas cerca de 115 pessoas, mas já é difícil pra mim ler tudo.

Outro serviço que eu uso é o Delicious. É uma forma de organizar a memória. Porque o Twitter é bom para o fluxo de notícias, para estar sempre antenado no que está acontecendo, mas o delicious é bom para organizar a memória de longo prazo, e também para descobrir pessoas que estão interessadas nos mesmos assuntos que você.

Também participo do Twine, que é um serviço que utiliza tecnologias da web semântica atual. Eles organizam os assuntos por ontologia, e quis observar, em primeira mão, como o site funciona. E eles não resolvem todos os problemas, de certa forma é um pouco decepcionante. 

– Minha impressão é de que o Twine ainda não conta com um número suficiente de usuários para inserir e organizar uma quantidade relevante de informações.

Lévy – Durante vários meses eu era uma das cem pessoas que mais adicionava informações ao Twine. Encontrei pessoas interessantes por lá. Em todos esses serviços você tem um aspecto social muito importante, então você descobre indivíduos. E também é muito útil estar registrado em um “twine” de informações, para se manter atualizado sobre aquele assunto específico. Já descobri coisas no Twine que acabei depois postando no Twitter.

Também participo do Facebook, porque hoje em dia você não pode mais ficar de fora. E é algo interessante, porque as pessoas ficam postanto fotos e vídeos delas próprias, acaba sendo um ambiente para amigos, é menos profissional. Meu Twitter é um ambiente profissional, discuto informações científicas. Já meu Facebook é mais para diversão. Também tenho o hábito de testar novos serviços de busca, para ver o que eles oferecem de diferente do Google.

Para mim, é muito importante estar ativo em todas essas ferramentas para poder sentir o que está acontecendo na internet, e não ficar apenas na teoria. Gasto pelo menos duas horas por dia nessas ferramentas sociais e em blogs.

Fonte: G1 | Por Leopoldo Godoy

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Protestos na rede

E se o vazamento de óleo fosse na sua cidade?

If it Was in São Paulo

Você já deve ter ouvido falar do derramamento de petróleo que está rolando no Golfo do México desde 22 de abril (sim, já faz mais de um mês e ainda não arranjaram solução). No entanto, afora as inevitáveis – e sempre chocantes – imagens de animais morrendo em meio ao óleo, é difícil para qualquer pessoa que não viva na região ter uma real noção da magnitude do desastre.

Pensando nisso, um programador criou o IfItWasMyHome.com, um mashup de dados oficiais da NOAA sobre o Google Maps, que permite projetar a atual mancha de petróleo sobre qualquer região do planeta. Assim, podemos usar alguma região mais conhecida – como São Paulo, na imagem acima – para tentar ter uma margem de comparação mais próxima da nossa realidade.

Ao menos para mim, ver que a mancha cobriria todo o litoral de Santa Catarina tornou o tamanho do desastre bem mais real. Especialmente ao lembrar de todas as plataformas da Petrobras espalhadas pelo Brasil (e tantas outras que virão com o pré-sal). Um bom exemplo de visualização efetivamente útil, mais que bonita.

Fonte: Brainstorm9 | Flowing Data

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Foursquare apresenta Badge Rewards e parceria com CNN durante a Copa do Mundo

Depois de muitos checkins, talvez você já tenha cansado das badges do Foursquare. Elas ficam lá decorando seu perfil, mas no fim das contas não servem pra nada como toda “digital candy”.

Porém, o Foursquare – que continua apresentando impressionantes números de crescimento – pretende dar um novo significado para elas e começou o teste pela Internet Week que está acontecendo em Nova York essa semana. Quem dá check-in no evento ganha uma badge especial, e ao apresentá-la para os organizadores se tem acesso prioritário em algumas áreas e acontecimentos do evento.

Ou seja, é a badge com benefícios. O conceito ainda está em testes, mas deve ser oferecido em breve para marcas e estabelecimentos interessados.

CNN Foursquare World Cup Badges

Outro anúncio feito pelo Foursquare na Internet Week, é a parceria com a CNN para Copa do Mundo. Quem der check-in em qualquer estádio da Copa na África do Sul, ganha a badge “South Africa Exloper”, mas pro outro bilhão de pessoas que não estarão no país, podem conseguir a badge “Super Fan” com check-in em pubs e festas para assistir os jogos, locais esses definidos pela CNN.

Fonte: Brainstorm9 | Mashable

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Estudo: Mídias sociais nas empresas no Brasil

A Deloitte acaba de disponibilizar um documento chamado “Mídias sociais nas empresas – O relacionamento online com o mercado”. O estudo é muito legal pois ele é dirigido ao Brasil e teve a participação de mais de 300 empresas de diversos segmentos econômicos e de portes diferentes. Além de dar uma visão geral da utilização das mídias sociais nas empresas, ele evidencia o grau de maturidade destas empresas em relação a estas novas ferramentas.

Estão disponíveis dois documentos:
1- Relatório
2- Apresentação Executiva

Se você estuda ou tem interesse no assunto, eu recomendo que leia todo o documento. Ele tem dados muito interessantes. Aqui, no blog, pretendo destacar os pontos que mais me chamaram a atenção.

A principal conclusão do estudo é que as empresas no Brasil, em geral, ainda não utilizam as mídias sociais como estratégia para seus negócios. Existem boas intenções, boa vontade, mas pouca realização.

A pesquisa mostrou que a maior parte das ações em mídias sociais está atrelada a campanhas de marketing, portanto, não nos surpreende saber que é o departamento de Marketing que comanda as iniciativas em 73% das empresas pesquisadas. O que me gerou surpresa foi saber que TI é o segundo departamento mais presente nestas ações, com 16%. Eu esperava ver as áreas de Customer Service e Recursos Humanos com alguma presença significativa, considerando que mídias sociais são ferramentas muito interessantes para o atendimento ao cliente e para o desenvolvimento de um ambiente mais colaborativo dentro das empresas.

Também fiquei surpreso ao saber que a maioria das empresas identifica uma falta de participação da Diretoria e do departamento de Comunicação no comando das ações em mídias sociais. Isso é decepcionante, né?

Em relação às dificuldades, o estudo aponta a falta de tempo e a mobilização como os principais obstáculos apontados pelas empresas na execução de suas estratégias em mídias sociais. Em seguida vem a falta de conhecimento em gestão de mídias sociais. Apesar do resultado da pesquisa, eu ainda penso ser esta última a principal barreira para o maior uso destas ferramentas no mundo corporativo.

Gostei do alerta do relatório quando diz que “a falta de tempo assinalada por grande parte dos respondentes requer a reavaliação da necessidade de recrutar um profissional, uma equipe dedicada ou terceirizar o serviço para cuidar das iniciativas em mídias sociais”. Isso é muito importante.

“As empresas que ainda não utilizam ou monitoram mídias sociais, apontam que a dificuldade para mensurar e monitorar os benefícios é a principal barreira para começar a utilizar estas ferramentas. Falta de conhecimento sobre o assunto e falta de adequação à cultura da empresa aparecem logo em seguida com 45% e 42%, respectivamente”.

Uma das partes mais valiosas do documento, na minha opinião, é a lista de dez dicas para fazer com que as estratégias em mídias sociais sejam bem-sucedidas. Vejam abaixo um super-resumo, mas não deixem de ir no documento para ver a informação completa:
1- Obter o apoio dos executivos líderes da empresa;
2- Desenvolver disseminadores internos;
3- Começar em mídias sociais por pequenos passos;
4- Definir o objetivo central dessa estratégia e desmembrá-la em objetivos menores;
5- Trabalhar com governança flexível;
6- Definir papéis e responsabilidades claras para a equipe responsável;
7- Estabelecer políticas e orientações de uso de mídias sociais claras e com linguagem simplificada;
8- Avaliar os impactos e riscos que as mídias sociais podem trazer para os processos e negócios da empresa;
9- Encontrar a melhor forma de mobilizar seu público;
10- Definir a linguagem que deverá ser usada.

Enfim, trata-se de um excelente conteúdo para todos aqueles que estudam redes sociais corporativas. Fico feliz de ter contribuído, já que eu fui um dos entrevistados na pesquisa.

Fonte: A Quinta Onda | Por Mauro Segura

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13 fatos sobre métricas em mídias sociais

1 – Se você não está mensurando mais nada, métricas para mídias sociais não serão o problema.

Métrica é uma disciplina e precisa estar espalhada por todo o negócio. Se me perguntar sobre ROI (sigla em inglês para retorno do investimento) , valor ou impacto da mídias sociais e como medir isso tudo, eu precisarei saber como você determina essas mesmas coisas para as outras áreas da sua atividade e pedir que você adapte parte delas para suas iniciativas sociais.

Se não está mensurando nada, terá que mudar de atitude. Adquirir meios de coletar dados e as pessoas certas para analisá-los. Nomear alguém que gerencie e dedique tempo a esta atividade e uma equipe que esteja comprometida em fazer com que isso apoie a sua estratégia. Os dados estão disponíveis. O problema não é esse. O pulo do gato é saber juntar os pontos.

2 – Métricas não são o objetivo.

O objetivo não é ter lampejos de coisas que podem ser valiosas e então agir com elas. Métricas são um ponto de partida, um caminho, mas não o objetivo em si. Você não ganha um cliente só porque faz mensurações.

Provavelmente você já perdeu muito mais tempo interpretando e agindo sobre seus dados que os coletando e formatando. Por quê? Porque é a análise que rende direção, planejamento, ações, ou o que quer que você prefira chamar. Você começa com os dados e termina com um plano de ação. De outra forma, todo o processo (e o tempo investido) terá sido em vão.

3 – O ato de medir não é tão importante quanto mensurar resultados.

Conseguir fãs no Facebook é uma atividade. Fazer com que eles respondam às suas ofertas, assinem a sua newsletter, comprem (ou não) seu produto, é um resultado.

Quantidade de posts em um fórum é uma atividade. Quantos deles se convertem em downloads do seu  mais novo aplicativo para iPhone é um resultado.

Siga-me? Sempre nos pegamos tentando divulgar tudo o que fazemos, mas nos esquecemos de pensar no que realmente é relevante na hora de fazer essas ações se transformarem em conversões – nos dirigir aos objetivos. Falando nisso…

4 – Métricas são determinadas por objetivos.

Aprenda a criar objetivos tangíveis e métricas eficientes praticamente caem no seu colo. Se você sabe muito bem para onde está indo e tem uma clara definição do que significa atingir seus objetivos, os sinais que te mostram se você está perto, longe ou bem no alvo se tornam bem aparentes.

E para isto, você não precisa de 40 tipos diferentes de avaliações do seu progresso em direção ao seu objetivo. Normalmente, poucos tipos de relatórios já bastam. Se a sua intenção é aumentar a percepção da marca, pode procurar pelo número de menções a ela, por exemplo.  Se elas aumentam, você sabe que está no caminho certo, então, continue nele.

5 – Causa e Correlação são coisas diferentes.

Por Causa, entenda que algo que você fez levou alguém a agir. Direta e, na maioria das vezes, singularmente. Há uma linha tênue entre iniciativa e resultados.

Correlação é algo mais indistinto e é onde a maioria dos auto-intitulados especialistas em mídias sociais trava.  Trata-se da relação, geralmente de causa e efeito, entre duas características de sua campanha. Mas essa relação não exclui outros fatores. Complicou, não é?

Isso é realmente bem difícil de se entender logo de cara, porque estamos sempre tentando provar que é causa (mais direta e fácil de identificar), mesmo quando a correlação se mostra tão ou mais valiosa para justificar nossos esforços. Para simplificar, pense em correlação como uma maneira de contribuição ou de influência. Por exemplo: se você está fazendo uma campanha mais de um canal de em mídias sociais e vê as estatísticas aumentando em ambos, você pode dizer que esses eventos estão, muito provavelmente, correlacionados e não que um é causa do outro. Entendeu?

Lembre-se de hoje, há muitas maneiras de se chegar a prospects e clientes e causar impacto com o que fazemos. Pragmatismo e prudência são importantes quando você for analisar esses aspectos, pois ainda é impossível rastrear cada interação que as pessoas têm com o seu negócio.

Se o conceito de correlação vantajoso, por que sempre se ouve falar em causa? A resposta é simples: queremos crédito. É muito melhor dizer ao cliente que o resultado só foi possível “por causa” da ação que tomamos. Assim também fica mais fácil justificar gastos, tempo, pessoal. Mas a única maneira de provar a causa de maneira irrepreensível é ajustar apenas uma coisa de cada vez, assim você pode saber com exatidão o que foi o motivador do que, quais as correlações foram criadas a partir disso e depois disso, a sua causa não poderá ser questionada. Eu sei que isto é muito difícil de se fazer no mundo real. Não há muito tempo para experimentos científicos. Esse tópico é basicamente para entendimento do que pode ajudar ou atrapalhar.

6 – A parte difícil é a análise e não a mensuração.

O fator humano é bastante complexo. Coletar dados é fácil, assim como classificar e calcular. A verdadeira questão é: o que isso me diz e por que? O que isto me diz sobre a eficácia e o impacto de minhas ações?

Esta é a parte difícil porque nenhuma ferramenta pode te responder. Nenhum estudo de caso, por mais bem feito, e aplicável ao seu negócio vai mapear precisamente o caminho que você precisa seguir.  Ninguém pode te entregar um “Instant ação de social media implementator” (se bem que até me dá algumas boas ideias). Ainda é preciso estudar os dados, confrontá-los com seus objetivos e usar as métricas como um processo incluído em toda a cadeia.

7 – Padronização tem limitações.

Você deve ter contato com métodos padrão de métrica, do tipo engajamento ou percepção. Mas aquelas que são exclusivamente desenhadas para as suas necessidades não estão sujeitas a virar padrão tão cedo. O padrão serve como um ponto de partida para o que você vai acabar tornando exclusivo e algumas vezes você pode adotar um método que até tem um nome padrão, mas os meios de cálculo e obtenção de resultados são únicos (Satisfação do cliente, por exemplo).

Ao invés de se dedicar a métodos universais, invista mais naqueles que podem agregar valor estratégico para o negócio. Não importa o que o sujeito da empresa em frente usa, a menos que você precise de um pouco de “inspiração”.

8 – Relatório não é resultado.

Assim como no tópico 2, simplesmente desenhar um gráfico não faz nada. O que dá resultado é mostrar que, com o que foi apurado e analisado, a estratégia deve seguir no rumo ou ajustar alguma coisa para melhorar os resultados.

O relatório, na verdade, é só o começo. E relatórios só com números e gráficos somente não ajudam muito. A eficiência está na habilidade de interpretar e traduzir aquilo tudo. Quando você se reporta sobre impressões de relações públicas, alguma vez é perguntado a quê você atribui tais conclusões e quais recomendações você faria baseado nas informações ali contidas? Você já pensou nisso? Por que?

9 – Não é preciso ser complexo para ser efetivo.

Principalmente quando se está começando, não necessariamente se deve trabalhar com índices complexos para chegar onde precisa. Às vezes, a simples correlação entre a medida da percepção da marca e o gráfico das vendas em determinado tempo pode te mostrar onde pode haver uma boa interação e onde você pode começar a agir. Para facilitar, tente fazer assim: junte uma métrica qualitativa (como satisfação do cliente) e cruze esses dados com uma quantitativa (como taxa de cliques).

As duas estão na mesma direção que você deseja? Ao longo do tempo, você as vê moverem-se juntas, afastarem-se ou irem em sentidos opostos? Suas estratégias para movê-las as fazem andar juntas?

A mensuração pode ser complexa? Claro que sim. Fórmulas com alto grau de detalhamento podem ajudar a ser muito mais específico, preciso e pontual. Mas volto a repetir que se você ficar focado na complexidade das métricas ao invés de usar o que foi adquirido para agregar valor ao seu negócio, você está no caminho errado. A maioria dos negócios precisa de um guia e não uma tese de doutorado.

10 – Métricas estão em constante evolução.

Imagine: você definiu objetivos e configurou suas métricas. Depois da análise, você percebe que não pode aplicar nada de interessante ao que você já tem, ou que precisa de mais dados, mais explicações ou o que seja. Sem problemas. Negócios são processos interativos. Parte arte, parte ciência, parte talento e esforço. O mesmo acontece com o trabalho de mensurar. Quem disse que temos que ter mecanismos infalíveis em 100% das vezes?

Se algo não te dá a informação que você precisa de imediato, mude o procedimento e tente outra coisa. Se esqueceu de algo, inclua. Talvez você acabe encontrando algumas boas combinações que podem ser até melhores do que o que os todo-poderosos do mercado fazem.

Seja mais permissivo, expanda os seus horizontes, converse com pessoas e aprenda a – com o perdão do clichê – pensar fora da caixa.

11 – Mensuração não é só operacional. É cultural também.

Somos ensinados a evitar as falhas, então se rastreamos falhas, não as queremos compartilhar. Manipulamos números para mostrar nosso trabalho sob o melhor dos ângulos, ao invés de aceitar os erros e aprender a melhorar os processos com eles e nos tornarmos mais eficientes. É um problema cultural, baseado em modelos de negócio onde prestar contas é imperativo, a culpa é sempre individual e falha é uma palavra proibida. E mudar isto não é algo que se faz com um simples PPT. É preciso o engajamento das pessoas na mudança de atitude.

12 – Métricas são mais do que ROI.

Medir o retorno do investimento é algo que deve ser feito. Acompanhar gastos (em tempo e dinheiro), quanto teremos em dinheiro ao final de tudo, é prudente.

Mas não podemos limitar a discussão sobre métricas apenas a ROI. Há as questões qualitativas a abordar: percepção, satisfação do cliente e advogados da marca. Também devem ser abordadas as questões quantitativas para que se possa fazer uma comparação com as anteriores e pensar em algo além de lucros, como a redução de custos, por exemplo. Também há que se entender a diferença entre justificar algo pela perspectiva do “já usamos isso há tempos” e olhar para um retorno financeiro como forma de determinar o sucesso.

A máxima “todos os caminhos levam a Roma” está mais relevante do que nunca. Mas muito das mídias sociais não é apenas estar empenhado em vendas (ou o que quer que se aplique a você). Também significa trabalhar para melhorar a possibilidade de atingir o cliente através de todas as outras experiências que estas mídias proporcionam.

13 – “Não se pode medir mídias sociais” não passa de uma desculpa.

Quem diz isso, na verdade quer dizer:

Não tenho as ferramentas adequadas em mãos para coletar os dados de que preciso.
Quando tenho os dados, não sei por onde começar.
Não sei quais dados podem ser combinados com outros para fazer uma boa análise.
Não quero ou não posso dispor de tempo para fazer coleta de dados e análise como parte de meu trabalho.
Tenho medo do que os dados podem dizer sobre a real eficiência do que eu faço.

O primeiro problema é funcional. O segundo e o terceiro são baseados em conhecimento, ou seja, não há resposta correta e requerem prática e esforço mas podem ser resolvidos. Os dois últimos são culturais e provavelmente muito mais atados à personalidade dos envolvidos do que no próprio modelo de negócio. Nesses casos, a discussão é diferente.

Acima de tudo, é preciso parar de culpar a mídia por atrapalhar a métrica. Não é uma falha das mídias sociais de maneira alguma. Elas podem, no máximo, serem acusadas de nos dar informação demais.

Precisamos entender que as práticas de mensuração que desenvolvemos incluem as ferramentas e os dados corretos, a intenção de investir tempo no estudo desses dados para extrair as informações que farão a diferença e se estamos funcionalmente e culturalmente preparados para o que pode surgir. Tanto para o melhor quanto para o pior.

Mas não se enganem. Simplesmente esperar por um manual com tudo mastigadinho é queimar tempo e dinheiro.

Fonte: 30 Segundos

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Mídias sociais, o novo poder do consumidor

O que já foi resumido a um 0800 e um balconista mal pago hoje ganha novas dimensões, o consumidor passa a ter mais poder. Para quem viveu nos anos 90 sabe como era complicado reclamar de algum produto, você reclamava na loja que passava a culpa para o fabricante, depois você ligava para o 0800, ninguém sabia de nada. Esse poder mudou, agora as mídias sociais se tornam mais uma ferramenta.

Poder do consumidor

Já vimos que o uso das mídias sociais trouxe bons resultados para nós consumidores. O Orkut já foi utilizado no Brasil por consumidores que reclamavam e conseguiram trazer produtos de volta, como por exemplo o Nescau da Nestlé, que teve uma das fórmulas dos achocolatados alterada e com a aparição de várias comunidades online pedindo a volta do original a empresa voltou a traz. Outro exemplo é o Doritos da Pepsico, que o relançou em sua fórmula original atendendo a diversos pedidos online. Existem diversos outros exemplos que ajudam a sustentar o poder que a presença online traz para os consumidores.

Um grande passo dentro do Brasil para aumentar este poder é o site Reclame Aqui, tem como finalidade ajudar consumidores a ter um espaço de reclamações, ao mesmo tempo em que facilita a interação das empresas com seu consumidor.  No site também podemos encontrar o ranking das melhores e piores empresas, ou seja, aquelas que dão resposta ou não. Em média, são 4,8 mil reclamações enviadas por dia.

Em uma matéria sobre o poder do consumidor, retirei este trecho:

Mauricio Vargas, diretor do Reclame Aqui, avalia que grande parte das empresas ainda não aprenderam a lidar com a nova geração de clientes. Um problema comum é a falta de preparo para atender o consumidor. “A maioria terceiriza o SAC. Isso é um tiro no pé”, diz. Em sua avaliação, o ideal é cada empresa ter equipe própria de atendimento.

Completando o que Mauricio disse, acredito que cada empresa deve ter profissionais preparados para monitorar o que estão falando sobre a empresa na internet, evitando assim se deparar com comunidade como “Eu odeio o produto X”.

Fonte: Midiatismo | Ig

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Livro discute se a internet está ‘destruindo mentes’

Autor acredita que tecnologia tirou o pensamento aprofundado do homem.
Ele desativou contas em redes sociais para criar a tese.

Quando o autor Nicholas Carr iniciou as pesquisas para o livro que busca descobrir se a internet está destruindo as mentes das pessoas, ele restringiu seu acesso a e-mails e desativou suas contas no Twitter e no Facebook.

Seu novo livro “The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains” (“O que a internet está fazendo com nosso cérebro”) argumenta que os últimos avanços da tecnologia nos tornou menos capazes de pensamento aprofundado. Carr se descobriu tão distraído que não podia trabalhar no livro enquanto estava conectado.

“Eu descobri que minha incapacidade de me concentrar é uma grande deficiência”, disse Carr.
“Então, abandonei minhas contas no Facebook e no Twitter e reduzi o uso de e-mail de modo que eu apenas checava algumas vezes por dia em vez de a cada 45 segundos. Descobri que esse tipo de coisa realmente faz a diferença”, afirmou ele.

Depois de inicialmente se sentir “perdido” por sua súbita falta de conexão on-line, Carr afirmou que após algumas semanas foi capaz de se concentrar em uma tarefa por um período sustentado e, felizmente, conseguiu terminar seu trabalho.

Carr escreveu um artigo para a revista Atlantic Magazine em 2008 em que trouxe a público a famosa dúvida “O Google está nos tornando estúpidos?” e resolveu estudar mais fundo como a internet altera nossa mente.

O livro examina a história da leitura e aborda como o uso de diferentes mídias muda o cérebro. Explorando como a sociedade mudou da tradição oral para a palavra escrita e para a internet, ele detalha como a mente se reorganiza para se ajustar a novas fontes de informações.
A leitura na internet mudou de forma fundamental a maneira como nós usamos o cérebro, segundo o autor.

Encarando uma enxurrada de textos, fotos, vídeos, músicas e links para outras páginas, além de incessantes interrupções geradas por mensagens de texto, emails, atualizações no Facebook, tweets, blogs e feeds RSS, nossa mente se acostumou a navegar e a escanear informações.

Como resultado, desenvolvemos habilidades na tomada de decisões rápidas, particularmente as baseadas em estímulos visuais, afirma Carr. Mas, agora, a maioria de nós lê com pouca frequência livros, ensaios longos ou artigos que nos ajudam a concentrar e sermos mais introspectivos e contemplativos, diz o autor.

Bibliotecários?
Para Carr, estamos nos tornando mais como bibliotecários, capazes de encontrar rapidamente informações e perceber quais são as melhores, do que acadêmicos que são capazes de digerir e interpretar a informação.

A falta de foco afeta a memória de longo prazo, levando muitas pessoas a se sentirem distraídas, afirma o autor.

“Nunca ativamos as funções mais profundas, interpretativas de nosso cérebro”, disse ele.
Para ilustrar esse ponto, ele compara a memória de curto prazo a um dedal e a de longo prazo a uma grande banheira. Ler um livro é como encher a banheira com água a partir de um fluxo constante de uma torneira, com cada porção de informação sendo construída a partir da anterior.

Em contraste, a internet é um conjunto infinito de torneiras abertas ao máximo, nos deixando tomados de porções pequenas de informações desconexas para encher a banheira, o que torna mais difícil para a mente fazer as conexões necessárias que permitiriam seu uso posteriormente.

“O que estamos perdendo é todo um conjunto de outras habilidades mentais, aquelas que requerem não a mudança de nosso foco, mas a manutenção dele sobre um ponto”, disse o autor. “Contemplação, introspecção, reflexão, não há espaço ou tempo para isso na internet”.

Carr sustenta que durante séculos os livros protegeram a mente da distração, concentrando o foco em um assunto por vez.

Mas com aparelhos como Kindle e iPad, que incorporam leitores de livros digitais a browsers de internet, se tornando comuns, Carr afirma que os livros também vão mudar.

“Novas formas de leitura sempre exigem novas formas de escrita”, diz ele.

Se os escritores atuam em uma sociedade que é cronicamente distraída, eles inevitavelmente vão desistir de argumentos complexos que requerem atenção contínua para escreverem pequenas quantidades de informação.

Carr tem uma sugestão para aqueles que sentem que navegar pela internet os deixou incapazes de concentração: reduza o ritmo, se afaste da internet e pratique as habilidades de contemplação, introspecção e reflexão.

Fonte: G1 | Reuters

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Quais as redes sociais mais populares no Brasil?

Conforme dito anteriormente, o Brasil é o País que mais adere a redes sociais. Com a média de amigos virtuais sendo quase o dobro da média mundial, 365 a 195, o Brasil é o país mais sociavel do mundo, aqui quase 90% dos internautas esta presente na redes sociais. Infográfico da Revista Exame mostra quais as redes mais populares dentro do nosso país, também aponta o perfil dos usuários.

Infográfico sobre quais redes sociais o brasileiro usa

Fonte: Midiatismo | Por Dennis Altermann

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Brasil lidera a adoção de redes sociais

86% dos brasileiros conectados à internet acessam redes sociais. É a maior penetração do mundo – na Itália, que ocupa o segundo lugar no ranking, o índice é de 77%. Em média, os brasileiros passam cinco horas por mês conectados em ferramentas como MSN, Orkut, Twitter e Facebook.

O que explica o fato do Brasil ser tão conectado? “Não temos uma resposta exata. O que se cogita é que o brasileiro tem a necessidade de se expressar”, diz Cris Rother, diretora de negócios do Ibope Nielsen Online.

O perfil do internauta está mudando. A internet já não é mais privilégio das classes A e B – 51% das pessoas que acessam à internet no Brasil são das classes CDE. Mais: “As classes C e D entram na internet por rede social”, explica Cris. “Isso mostra que essa classe social entra através de comunidades”.

O Ibope/ Nilsen Online acaba de lançar no País ferramentas para medir o comportamento dos internautas nas redes sociais. E isso veio, segundo Cris, por uma demanda das empresas e do mercado publicitário.

redes sociais

*Atualização: sobre o tempo que os brasileiros passam em redes sociais, o correto é 5h20 por mês e não por dia, como havíamos publicado anteriormente.

 

Fonte: Link Estadão | Por Tatiana de Mello Dias

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